(Noemi Crivelenti)
Minha história quanto à introdução ao mundo da leitura e escrita se deu pelo fato de meu pai ser um grande contador de "causos", como dizia ele.
Nós éramos em
seis irmãos e quando nos reuníamos, fato constante em minha família, já vinha
ele narrando e narrando histórias sem fim. Meu mundo era outro, eu me
transportava ao mundo mágico de meu pai. Não sei se ele inventava ou se
conhecia aquelas histórias, mas o fato é que nos emocionava e nos encantava, e
a mim mais ainda, pois eu me transcendia, ficava em êxtase. Acho que foi isso
que me fez apaixonar pelo mundo encantado dos livros.
Ah! Além de contador
meu pai também "cantava". Ele tinha a voz idêntica à do cantor
Vicente Celestino. E quando ouvia os discos na vitrola, eu falava assim:
"papai, olha o homem que imita o senhor!" Ele sempre foi meu
incentivador em muitas coisas, inclusive era ele que me ajudava nas
apresentações escolares das quais participava. Eu recitava, declamava, fazia
teatro, jograis, tudo era ensaiado por ele.
E com tudo isso, não
poderia ser diferente a minha escolha profissional: professora de português,
contadora de histórias para os meus alunos. Somente através da leitura é que
nos tornamos humanos, dignos de vivermos em paz conosco e com os outros.
Somente a leitura é capaz de nos libertar, de tornarmos "grandes" de
corpo, alma e espírito.
A leitura para mim
é, como diz J.C. Violla, "ajuda a concentração, me leva para dentro, me
acalma e me alimenta."
(Samuel Rodrigues)
Não me recordo de uma experiência de minha infância, quando comecei a ler, a não ser das lições da apostila "ba-be-bi-bo-bu...". Uma experência legal que me recordo e acho pertinente compartilhar, aconteceu depois que estava na faculdade, onde me encantava com as aulas de teoria da literatura e produção de textos. Ao assistir o filme: "um lugar chamado notting hill" uma cena me chamou a atenção, no momento em que o ator principal perde a amada e sai andando errante pela rua, enfrenta frio, calor, sol e chuva, logo em seguida muda o cenário e o tempo já havia passado alguns anos. Entendi que o produtor ou autor do filme foi muito feliz na montagem, pois acostumamos ver em novelas e filmes a expressão: "algum tempo depois...", ali não, apenas apresentou-se o passar das estações representando o passar do tempo, perguntei para os que estavam na sala se tinham entendido o que acontecera naquele momento do filme, ninguém soube responder, então todo orgulhoso por ter entendido expliquei.
Imagino que é assim que nossos alunos se sentem quando aprendem as primeiras letras.
(Sandra Aparecida de Souza)
(Samuel Rodrigues)
Não me recordo de uma experiência de minha infância, quando comecei a ler, a não ser das lições da apostila "ba-be-bi-bo-bu...". Uma experência legal que me recordo e acho pertinente compartilhar, aconteceu depois que estava na faculdade, onde me encantava com as aulas de teoria da literatura e produção de textos. Ao assistir o filme: "um lugar chamado notting hill" uma cena me chamou a atenção, no momento em que o ator principal perde a amada e sai andando errante pela rua, enfrenta frio, calor, sol e chuva, logo em seguida muda o cenário e o tempo já havia passado alguns anos. Entendi que o produtor ou autor do filme foi muito feliz na montagem, pois acostumamos ver em novelas e filmes a expressão: "algum tempo depois...", ali não, apenas apresentou-se o passar das estações representando o passar do tempo, perguntei para os que estavam na sala se tinham entendido o que acontecera naquele momento do filme, ninguém soube responder, então todo orgulhoso por ter entendido expliquei.
Imagino que é assim que nossos alunos se sentem quando aprendem as primeiras letras.
(Sandra Aparecida de Souza)
Na infância, eu ouvia muitas histórias que meu bisavô nos contava à noite na fazenda; algumas assustadoras, outras engraçadas, e outras me atiçavam a curiosidade. Eu ficava sempre ansiosa por outras histórias e tinha sempre expectativas. Minha irmã lia muitas historias para mim à note na cama antes de dormir. Nós morávamos na fazenda, não tinha luz elétrica, utilizávamos um lampião. E foi nessa época que comecei a tomar gosto por conhecer e desvendar o mundo da fantasia trazido pela leitura. Antes de ser alfabetizada, aos 4, 5 anos, eu já recitava poesias embaixo do pé de manga eu subia em um tablado onde meus tios, após cortar os pés de arroz os batiam para extrair os grãos, esse tabuleiro era conhecido popularmente por jirau e lá era meu palco predileto. Depois de alfabetizada continuei apaixonada pelas historias, recontava-as e sempre buscava novas histórias em minhas leituras.
(Paulo Roberto Lopes)
Acredito que todos vocês sejam seres felizes, a Noemi eu sei que é porque convivo com ela na UE onde trabalhamos juntos. Agradeço a Deus a oportunidade de interagir com vocês e falo de um pouco da minha vida.
Menino feliz de cidade aberta do interior, conheci nas letras a cartilha Caminho Suave. Ah! que saudadee. Bem, as coisas mudaram muito que causam até espanto, mas é bom que mudem porque também nós mudamos. De qualquer forma estaremos juntos e juntos alcançaremos os objetivos que nos levarão consequentemente a melhores dias dentro da Educação na qual nos engajamos.
(Paulo Roberto Lopes)
Acredito que todos vocês sejam seres felizes, a Noemi eu sei que é porque convivo com ela na UE onde trabalhamos juntos. Agradeço a Deus a oportunidade de interagir com vocês e falo de um pouco da minha vida.
Menino feliz de cidade aberta do interior, conheci nas letras a cartilha Caminho Suave. Ah! que saudadee. Bem, as coisas mudaram muito que causam até espanto, mas é bom que mudem porque também nós mudamos. De qualquer forma estaremos juntos e juntos alcançaremos os objetivos que nos levarão consequentemente a melhores dias dentro da Educação na qual nos engajamos.
Não me recordo de uma experiência de minha infância, quando comecei a ler, a não ser das lições da apostila "ba-be-bi-bo-bu...". Uma experência legal que me recordo e acho pertinente compartilhar, aconteceu depois que estava na faculdade, onde me encantava com as aulas de teoria da literatura e produção de textos. Ao assistir o filme: "um lugar chamado notting hill" uma cena me chamou a atenção, no momento em que o ator principal perde a amada e sai andando errante pela rua, enfrenta frio, calor, sol e chuva, logo em seguida muda o cenário e o tempo já havia passado alguns anos. Entendi que o produtor ou autor do filme foi muito feliz na montagem, pois acostumamos ver em novelas e filmes a expressão: "algum tempo depois...", ali não, apenas apresentou-se o passar das estações representando o passar do tempo, perguntei para os que estavam na sala se tinham entendido o que acontecera naquele momento do filme, ninguém soube responder, então todo orgulhoso por ter entendido expliquei.
ResponderExcluirImagino que é assim que nossos alunos se sentem quando aprendem as primeiras letras.
Samuel Rodrigues